Assim Seja!!!
De um espírito amigo




O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado."
Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.
Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus.
Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.
(Evangelho Segundo o espiritismo - Allan Kardec)
Preconceito é o conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos. É um pré-julgamento.
Justamente por se tratar de um conceito exarado de forma aleatória, tem sido causador de muitas injustiças.
Por causa do preconceito racial, guerras foram desencadeadas. Nações se arvoraram como superiores a outras e submeteram à escravidão os julgados inferiores.
Por causa do preconceito, a criança mais agitada ou sagaz, o canhoto, o diferente foi tido como merecedor de castigo. Simplesmente por destoar dos demais.
O preconceito separa as pessoas, segrega comunidades e entrava o progresso.
De se estranhar, portanto, quando o preconceito vige entre os que se afirmam religiosos.
Preconceito entre adeptos de religiões diferentes, julgando-se uns credenciados com exclusividade ao reino dos céus, apontando formas de infelicidade aos que não seguem a mesma expressão de fé.
A questão assume proporções mais graves quando se observa o mal estar causado pela presença de determinadas pessoas no templo de uma ou outra denominação religiosa.
Como, comenta-se, Fulano, com uma ficha de tantos desacertos, ousa adentrar o templo religioso? Como pode, com tantos erros?
Quando tais disparates são expressos, nos recordamos de que, se os cristãos primitivos assim agissem, jamais teríamos conhecido o inigualável valor de Paulo de Tarso.
Ele trazia as mãos tintas do sangue da primeira execução de um seguidor de Jesus.
Ele era o perseguidor da Boa Nova.
Mas o perseguidor se torna arauto do Evangelho. E perseguido, dará testemunho da Verdade, até a morte.
A ele se deve a propagação do Evangelho além-fronteiras de Israel.
Jesus dizia que Ele não viera para os sãos, porque esses não necessitam de médico.
Eu vim para as ovelhas perdidas, afirma, mais de uma vez. Por isso, quebra as barreiras do preconceito e tem um encontro com a Samaritana, no Poço de Jacó.
Cura o servo do centurião romano, e louva-lhe a conduta, confessando publicamente jamais ter encontrado, em Israel, tal expressão de fé.
Aceita convites para as refeições e se faz presente em casa de ex-leprosos e publicanos. Anda com mulheres tidas como de má vida.
Concede entrevistas ao doutor da lei, ao jovem rico, à mulher do intendente de Herodes.
Todos são credores do Seu amor e da misericórdia do Pai.
* * *
Se nosso Modelo e Guia assim procedeu, pensemos quanto mais não devemos nós, ainda tão frágeis, tão problemáticos, olhar com compaixão aos que, como nós, tentam acertar, nem sempre alcançando êxito.
Tanto quanto a ida ao templo de nossa fé nos reabastece de energias, não coloquemos entraves a outrem que busque os mesmos benefícios.
Se há erro, culpa nele, o problema compete à Justiça Divina.
A nós compete o apoio de irmão, o ombro amigo, a caridade da compreensão. Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 20.05.2009.
20hs - passe

O que é atendimento fraterno
16/01/2008
Joanna de Angelis(Psicografia de Divaldo P.Franco)
O Atendimento Fraterno é porta
de serviço edificante aberta a todas as criaturas que perderam o rumo ou se
perderam em si mesmas.
Ouve sem cansaço, todos os problemas, com capacidade
de entendimento e tolerância.
Não se afadiga; nunca se exaspera; permite que
cada qual viva conforme sua capacidade intelectomoral; no entanto, se propõe a
ajudá-lo a ascender.
Não anui com aquele que erra; todavia combate o erro;
não se levanta contra o criminoso; antes, o ampara, invectivando contra o
crime.
O atendimento fraterno é campo de trabalho solidário entre quem pede e
aquele que doa. Graças a ele irmanam-se os indivíduos, compartem suas dores e
repartem suas alegrias.
É da Lei que, aquele que mais possui deve multiplicar
os bens, repartindo-os com aqueloutros que sofrem carência.
O atendimento
fraterno objetiva acender luz na treva, oferecer roteiro no labirinto,
proporcionar esperança no desencanto.
Felizes aqueles que se encontram a
serviço da fraternidade, atendendo aos seus irmãos em sofrimento e contribuindo
com segurança para sua elevação.
Jesus foi o exemplo superior do atendente
fraterno, por excelência.
Não carregou o fardo das pessoas, porém
ensinou-as, com seu sacrifício, a conduzirem os próprios grilhões a que se
prendem voluntariamente, para que os arrebentem no calvário da
imolação.
Abre-te, desse modo, ao atendimento fraternal, doando as tuas horas
excedentes aos sofredores do caminho e auxiliando-os a entender o significado da
vida e das existências corporais.
Não te escuses jamais, recordando-te
d’Aquele que jamais se negou a ajudar fraternalmente.
A revista Circulation, da Associação Americana do Coração publicou um estudo, realizado por uma equipe da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
O título era muito sugestivo: Verdade: raiva mata mesmo. E dizia do aumento significativo dos riscos de se ter um ataque cardíaco, devido ao mau humor.
A equipe, durante seis anos, estudou nada menos do que o comportamento de 13.000 homens e mulheres, com idade entre 45 e 64 anos.
Os pesquisadores descobriram que as pessoas que se irritam intensamente, e com frequência, têm três vezes mais probabilidades de sofrer um infarto do coração, do que aquelas que encaram os problemas com mais serenidade.
Segundo esses estudiosos, cada vez que a pessoa tem um episódio de raiva, o organismo joga no sangue uma carga extra de adrenalina.
A concentração desse hormônio no corpo aumenta o número de batimentos cardíacos e estreita os vasos sanguíneos, o que faz com que a pressão arterial se eleve.
A repetição dos momentos de raiva pode gerar dois problemas que se associam ao infarto. O primeiro é a arritmia cardíaca, o que quer dizer que o coração bate de forma descompassada.
O segundo, é a dilatação das placas de gordura que, por acaso, existam nas artérias.
Por tudo isto, é bom analisarmos os nossos atos.
Por exemplo: o mau humor está se apresentando em nossas vidas de maneira quase constante?
Procuremos examinar as suas origens, a fim de que o possamos liquidar o mais rápido possível.
Caso o problema seja de alguma dívida que esteja nos preocupando, recordemos que não será com mau humor que conseguiremos os recursos para pagá-la.
Se a dificuldade é uma doença que nos atormenta, tenhamos em mente que enfermidade precisa de remédio e não de intolerância, para se curar.
Se estivermos precisando da cooperação de alguém para um empreendimento, uma tarefa, com certeza não será apresentando uma carranca que conseguiremos simpatia e ajuda.
Se estiverem se apresentando contratempos na família, não serão frases ásperas, cheias de amargura e má vontade que irão resolvê-los.
Tudo isto quer dizer que, em verdade, até hoje não se tem conhecimento de ninguém que o azedume e o mau humor tenham auxiliado.
Portanto, o melhor é tentar nos livrarmos dessa postura destruidora, cultivar a paciência e aprender a sorrir.
* * *
Ninguém consegue realizar alguma coisa sem os outros e os outros não são culpados por nossos insucessos.
Enfrentemos o novo dia, dispostos a vencer, conquistando o espaço bom que nos está reservado no mundo.
A boa vontade em relação aos outros retornará sempre para nós em clima de simpatia e camaradagem.
Assim, começando hoje, coloquemos beleza em nossos olhos, a fim de olharmos a vida com lentes mais claras, libertando-nos das impressões negativas da noite passada.
Notaremos então que nosso estado íntimo se renovará e tudo tomará uma cor agradável ao nosso redor.
Redação do Momento Espírita com base no artigo Mau humor? Nem pensar,
publicado no Boletim SEI nº 1678, de 27.05.2000 e no cap. Mau humor
do livro Calma, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. Geem.
Em 16.02.2009.