quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

TORIA EVOLUCIONISTA E ESPIRITISMO



A doutrina espírita apresenta entre seus conceitos a idéia da evolução. Contribuindo com Darwin, a obra, O livro dos espíritos, entre tantas idéias, propõe de forma implícita e explicita, o evolucionismo.

O livro, A Origem das Espécies, publicado em 1859, de Charles Darwin, revelou um fato inédito, trouxe a tona a idéia de que as espécies passam por um processo lento e custeoso para atingir a adaptação necessária a um determinado meio, contrariando, pela primeira vez na história, a doutrina da Criação Divina apresentado na Bíblia no livro da Gênese sobre a figura de Adão e Eva e de aceitação majoritária.

Darwin, além de propor um novo conceito acerca da origem das espécies, causou um grande impacto na comunidade científica e religiosa da época e uma ruptura entre ciência e religião que até hoje é observado, gerando uma discussão mundial sobre tais conteúdos por ele apresentado.

Acontece que em 1857, ou seja, dois anos antes, isso mesmo dois anos antes da publicação do estudo de Darwin, foi publicado a primeira obra do pentateuco espírita denominada O Livro dos Espíritos. Composta de perguntas e respostas que foram criteriosamente selecionadas e aplicadas aos espíritos conforme podemos observar no livro O Evangelho Segundo o Espíritismo, introdução, título II.
O que isso tem de interessante? A presente obra, também trouxe ideias revolucionárias acerca da vida e entre um desses conceitos, encontramos o evolucionismo, como as que verificamos nas questões 114 a 127, além do que, a obra de Kardec antecipa a de Darwin mas com objetivos bastante distintos pois que fundamenta-se em uma ótica espiritual tratando, principalmente, da evolução do espírito. Assim, podemos tirar duas conclusões: ou Kardec conhecia os conceitos e teorias de Darwin de forma bastante profunda para propor conceitos semelhantes ou Kardec, de fato, por meio dos espíritos antecipou-se a Darwin sobre a teoria da evolução. Acreditamos que a segunda possibilidade é a mais real devido a vários fatores como: dificuldade de comunicação entre Darwin e Kardec, enquanto um rodeava o mundo o outro fazia pesquisas na França, sem falar que a informação era mais restrita no século XIX do que hoje, o desconhecimento de kardec quanto a obra darwiniana e os objetivos entre as duas obras serem diferentes apesar de tratarem do mesmo conteúdo, a evolução. Desta forma, atesta-se a veracidade das comunicações espirituais contida no Livro dos Espíritos.

Como podemos perceber, apesar de serem contemporâneas, essas duas obras quando postas em dupla análise, trazem consigo uma caracterítica de que a evolução não ocorre apenas entre as espécies no ambiente físico mas ela se estende ainda ao ambiente espiritual. Desta forma, podemos facilmente afirmar que um ponto comum entre ciência e espiritualidade pode ser traçada com a leitura, estudo e análise de ambas. Uma demonstrando a evolução física e a outra demonstrando a evolução espiritual do seres. Sendo que a obra de Kardec em colaboração com os espíritos, apesar de ser anterior a de Darwin, contribui para a validade desta última e explica as causas das diferenças entre espécies que apesar de viverem em um mesmo meio físico, possuem, ainda assim, diferenças bastante singulares que não podem ser simplesmente explicadas pela obra darwiniana, sendo preciso uma investigação que sobrepõe àquela que a ciência propõe e que facilmente inicia-se com o conceito evolucionista contida na obra O Livro dos Espíritos em conjunto com o da Origem das Espécies, o que poderá ensejar a quebra dos postulados materialistas.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Atividades do centro espírita Vida e Progresso



Segunda-Feira - 19:00
  • atendimento fraterno
  • passe
  • reunião mediúnica( restrito aos trabalhdores da casa)

Quarta -feira 19:00
  • Estudo da mediunidade

Sexta feira 19:00
  • estudo do evangelho segundo o espiritismo
  • passe

Sábado - 16:00
  • Estudo sistematizado da Doutrina Espírita - ESDE ( Início dos estudos- Fevereiro/2010)

AMOR, IMBATÍVEL AMOR

O amor é substância criadora e mantenedora do Universo, constituído por essência divina.

É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte.

Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia.

Nunca perece, porque não se entibia nem se enfra­quece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.

Assim como o ar é indispensável para a existência orgânica, o amor é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver

É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.

Quando aparente — de caráter sensualista, que bus­ca apenas o prazer imediato — se debilita e se envene­na, ou se entorpece, dando lugar à frustração.

Quando real, estruturado e maduro — que espera, estimula, renova — não se satura, é sempre novo e ideal, harmônico, sem altibaixos emocionais. Une as pes­soas, porque reúne as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimenta o corpo e dulcifica o eu profundo.

O prazer legítimo decorre do amor pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de ener­gias e de formação angustiante.

O amor atravessa diferentes fases: o infantil, que tem caráter possessivo, o juvenil, que se expressa pela insegurança, o maduro, pacificador, que se entrega sem reservas e faz-se plenificador.

Há um período em que se expressa como compen­sação, na fase intermediária entre a insegurança e a ple­nificação, quando dá e recebe, procurando liberar-se da consciência de culpa.

O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fugaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e devem ser vencidos.

Somente o amor real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresentem esporádicos.

A ambição, a posse, a inquietação geradora de in­segurança — ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobran­ça de carinhos e atenções —, a necessidade de ser ama­do caracterizam o estágio do amor infantil, obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.

A confiança, suave-doce e tranqüila, a alegria na­tural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não-posse, não-dependência, não-exigência, são benesses do amor pleno, pacificador, imorredouro.

Mesmo que se modifiquem os quadros existenci­ais, que se alterem as manifestações da afetividade do ser amado, o amor permanece libertador, confiante, in­destrutível.

Nunca se impõe, porque é espontâneo como a pró­pria vida e irradia-se mimetizando, contagiando de jú­bilos e de paz.

Expande-se como um perfume que impregna, agra­dável, suavemente, porque não é agressivo nem em­briagador ou apaixonado...

O amor não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre, porque vive no íntimo do ser e não das gratifi­cações que o amado oferece.

O amor deve ser sempre o ponto de partida de to­das as aspirações e a etapa final de todos os anelos hu­manos.

O clímax do amor se encontra naquele sentimento que Jesus ofereceu à Humanidade e prossegue doan­do, na Sua condição de Amante não amado.

(AMOR, IMBATÍVEL AMOR Divaldo Pereira Franco ditado pelo espírito Joanna De Ângelis)